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Ser mulher no século XXI: afetos e projetos no mundo do trabalho PDF Imprimir E-mail
Seg, 09 de Maio de 2011 22:58

Neste artigo, pretendo fazer a apresentação da mulher que se descobre a cada dia. Para melhor situar a abordagem sobre a condição feminina nos dias de hoje, também envolvo observações sobre as modificações nas relações de gênero no Brasil e na representação do feminino no mundo do trabalho. Sem a intenção de levantar a bandeira do feminismo, discuto a mulher na sua essência, sua trajetória, seus desejos e inquietações num mundo competitivo e ao mesmo intrigante. É um artigo escrito por uma mulher que deseja ser e é sujeito e que busca na contemporaneidade equilíbrio, reconhecimento e paz.

O perfil das mulheres de hoje é muito diferente daquele do começo do século. Além de trabalhar e ocupar cargos de responsabilidade assim como os homens, nos sobrecarregamos com tarefas tradicionais: ser mãe, mulher e dona- de -casa. Trabalhar fora de casa é uma conquista relativamente recente das mulheres. Ganhar seu próprio dinheiro, ser independente e ainda ter sua competência reconhecida é motivo de orgulho. Mas apesar da evolução da mulher dentro de uma atividade que era antes exclusivamente masculina, e apesar de ter adquirido mais preparo e mais informação, os salários ainda não acompanham este crescimento. Existe uma certa discriminação em relação ao trabalho feminino, estamos conseguindo espaços em áreas que antes era reduto masculino. Apesar de ser de forma ainda bem pequena, está sendo cada vez maior o número de mulheres que ganham mais que o marido (tema que renderia outro artigo). O grande desafio das mulheres da minha geração é provocar mudanças profundas na história. A começar pela história da própria família: além de cozinheiras, mães e esposas podem ser excelentes mulheres, profissionais e grandes profissionais. Podemos ser aquilo que desejarmos ser, porque desejo é diferente de escolha. E quem ousará nos impedir?

Construção de espaços e de processos de valorização
Para ser mulher, um ser político e fundamentalmente importante na sociedade, não é preciso levantar a bandeira do feminismo, queimar sutiãs em praça pública ou querer ser igual aos homens. Ser mulher é não abrir mão da docilidade, do seu lado erótico, sensual... tampouco deixar de ser mãe, amiga, profissional, protetora. É impossível deixar de reconhecer tais valores, que estão arraigados na essência da alma fantasticamente feminina. Ser mulher é ser sujeito. É estar atenta e generosa aos desafios da vida, é conceder a si mesma o prazer de ser e estar a serviço da vida, com muita... vida!

Transgredir é trabalho. Dá trabalho.

Nada acontece sem conflitos. A cada conflito revela-se o impensado; o afã do trabalho deu visibilidade à importância do “criar-se” e o tempo que isso exige. Temos, é inegável, um contingente de mulheres sentindo-se culpadas: crianças que ficam com avós, vizinhas ou babás; solitários finais de semana em frente a um computador, casais que não se encontram, beijos que se esgotam na busca de encontrar-se e de ser um indivíduo de ações poderosas visíveis. Dessa exterioridade surgem os sentimentos predatórios e sua pretensa legitimidade. Ao declaramos “nosso corpo nos pertence”, estamos declarando que somos donas do nosso nariz, do próprio prazer, dos desejos, da capacidade de produção. Um dia alguém declarou isso pela primeira vez e foi o começo do começo para muitas mulheres, que foram enchendo as Universidades, invadindo o mundo do trabalho e foram sendo percebidas no oposto, como natureza, como permanência.
A sociedade moderna, no Ocidente, foi criada por um sujeito que já entrou indivíduo e, que portanto, já deixou o mundo divino. Mas o sujeito, para o mesmo autor, está concentrado na elite dirigente e encarnado sobretudo por homens. A mulher, ausente do pólo dirigente, participa do sujeito tanto quanto o homem, mas em determinadas situações; enquanto pólo feminino, como figura principal de inferioridade e de dependência. Os dois pólos, existem, sem dúvida nenhuma, mas de forma ainda desigual.
É evidente que reconhecer as diferenças consiste em sabedoria, e que apontá-las enquanto distinção entre a cultura do passado e a cultura contemporânea é um exercício de evolução, de movimento.
O que estamos vivendo é a inversão do modelo clássico da modernidade, tão fortemente polarizado. O povo, os trabalhadores, as mulheres, transformaram-se em movimentos sociais e cortaram o laço que os mantinham dependentes. O universo mercantilista, de consumo e prazer, incapacita a criação de idéias. Talvez a falta de visibilidade de que o novo pode ser feito com o velho, sobretudo no Ocidente; porque o que se espera é que se desfaça a imagem cultural antiga mais difundida, que é dependência da mulher, imposta por um modelo defasado.Nossos desejos sexuais, nossos gostos musicais, nosso estilo de ver e sentir a vida, mudou com o passar do tempo, com o advento da tecnologia, com nossa relação de pertencimento ao mundo. As questões subjetivas ganham, na sociedade de hoje, ritmos e imposições que podem ser caracterizados em vários aspectos da vida em sociedade. A relação com o próprio corpo ocupa a mesma importância que o trabalho ocupa numa sociedade industrial. Somos nós mesmos constituídos pelos nossos atos, laços e sentimentos e não se trata tampouco de direito à diferença, mas direito de decidir, por exemplo, de ter ou não filhos, de ter ou não um companheiro, de ter ou não um pai para nossos filhos. É uma construção que se apóia na personalidade feminina, sobretudo, na vontade de construir-se a si mesma.

Espaço para afetos e projetos

A presença da mulher no mundo do trabalho foi uma transgressão, (embora tenha sido a necessidade que as tenha empurrado, num primeiro instante para as fábricas). Para os homens, talvez tenha sido uma concessão. E diante disso, as mulheres não ousaram negociar o tempo que é dedicado à vida privada. Esse tempo não é computado - como se fosse possível separá-lo - como se ele não fosse a garantia da preservação da vida, sobretudo uma vida com espaço para afetos e projetos.
A vida do homem não mudou. A vida da mulher, ao contrário, mudou e muito. E o que pode lhes fazer sentido enquanto ser afetivo por excelência? O tempo tornou-se matéria-prima da vida, uma moeda esgotável e preciosa; dele também depende a qualidade de vida, das escolhas, da felicidade da mulher. Isso porque a vida consumida em qualidade não pode ser mercantilizada. Nada substitui o afeto, embora as lojas estejam sempre cheias de mulheres que compram objetos e adornos no melhor estilo “atenção, olha pra mim, me abraça e me dá carinho”.
Esse repensar o tempo vai ganhando força quando se olha pra ele como condição necessária à sobrevivência psíquica das famílias (sejam elas constituídas de pai e mãe, de apenas um deles ou da ausência dos dois). O equilíbrio humano, a eqüidadade nas relações de gênero pressupõe uma melhor qualidade de vida na sociedade. A tela do computador, o uso da “webcan” não substitui o toque, o olhar nos olhos e sentir a respiração do outro, não substitui o cheiro, não substitui o humano. Essa escassez de afeto em contrapartida, gera escassez de projetos, porque vai se tornando ingerenciável a necessidade do estar junto, que forma o grande capital humano, que gera inventividade, criatividade e equilíbrio.
Contrariando a célebre frase de Simone de Beavoir que dizia que “não se nasce mulher, torna-se mulher”, é possível defender a idéia de que ao nascer, a mulher já é tudo aquilo que potencialmente virá a ser, parafraseando Aristóteles; a mulher por si só já é vontade e potência. É preciso apenas espaço para crescer em plenitude.

 

Colaboradores


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